Dicas para pegar a estrada pela primeira vez

Dicas para caminhoneiros de primeira viagem

Dirigir sem pressa. Fornecer informações apenas a motoristas conhecidos. Não deixar os conhecimentos enferrujarem. Esses são alguns dos conselhos que caminhoneiros que iniciaram suas andanças há décadas dão aos menos experientes. Embora haja saudosismo, parte do romantismo ficou para trás. Os mais velhos sabem: as inovações em veículos pesados facilitam a vida dos motoristas de primeira viagem.  Formuladas por profissionais do setor veja as dicas fundamentais para os iniciantes.

Para não ficar para trás na profissão, procurar cursos, aulas e leituras que aperfeiçoem o conhecimento do motorista é uma das principais dicas. Com tecnologia cada vez mais desenvolvida, é preciso que os caminhoneiros de primeira viagem saibam como funciona o veículo que operam. “O equipamento hoje é completamente diferente. Na minha época, ouvíamos um barulho diferente e já sabíamos onde estava o problema no caminhão”, conta Claudinei Pelegrini, presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM). Fazer cursos de direção defensiva, logística e atendimento a clientes e parceiros auxiliam o profissional a conhecer o conteúdo como um todo.

Ao parar em postos para abastecer, comer ou usar o banheiro, o caminhoneiro pode ser abordado por pessoas interessadas em sua carga, em seus pertences pessoais e no próprio caminhão. Falar somente o necessário aos desconhecidos ajuda a evitar roubos e assaltos. Dar carona também se tornou perigoso. Muitos deixam de parar para ajudar outros caminhoneiros por medo e desconfiança, afirma Laerte José de Freitas, vice-presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do Paraná (Sindicam-PR).

Com os prazos apertados entre uma entrega e outra ou para economizar, alguns motoristas deixam a fome de lado e não param no horário do almoço. O conselho de Pelegrini é cozinhar em maior quantidade ao fazer o jantar. Assim, o motorista pode guardar parte da comida para o outro dia. No seu tempo, conta, andava com três panelas de pressão no veículo, cozinhava à noite e esquentava o mesmo prato ao meio-dia do dia seguinte. “É um horário complicado, mas agora, com as pausas obrigatórias, fica mais fácil”, ressalta.

“O grande mal que hoje assola os caminhoneiros que estão começando é a pressa”, acredita Pelegrini. Mesmo com a Lei do Descanso, a fiscalização – ainda fraca – não tem feito com que os motoristas parem a cada quatro horas ou 300 quilômetros rodados. Alguns chegam a dirigir por mais de 15 horas sem parar, tudo para chegar a tempo no local de entrega. Também há quem abuse dos inibidores de sono e fiquem até duas noites sem dormir, o que, além de um dano para a própria saúde, é um perigo. “Mas nós, anciões da profissão, sabemos bem que o melhor rebite é o travesseiro”, diz o presidente da ABCAM. Dormir bem faz com que o caminhoneiro acorde disposto, revigorado e cheio de energia. É o mais eficaz.

Ver pelo vidro retrovisor um enorme caminhão pode amedontrar condutores de veículos leves – que, nas estradas, fogem e fazem manobras para sair de perto dos veículos de carga pesada. Manter a cautela e prestar atenção é a recomendação de Freitas. “Sempre orientamos os caminhoneiros para que se esquivem desse tipo de confronto”, afirma. A dica é que o motorista mantenha a distância regular e respeite a sinalização e a velocidade da estrada, para não criar tumultos ou assustar quem dirige veículos leves.

Descanse sempre nas paradas obrigatórias determinadas pela Lei do Descanso. Já que são obrigatórias, é uma boa ideia por parte do caminhoneiro aproveitar as pausas a cada quatro horas ou 300 quilômetros percorridos. Relaxar de 15 a 30 minutos e se alongar no resto do tempo previsto faz com que o trabalhador recomponha a energia perdida e não se torne sedentário. “A lei ajudará muito a estruturar a vida do caminhoneiro”, garante Norival de Almeida Silva, presidente do Sindicato de Caminhoneiros de São Paulo. Aproveitar o descanso para ler, fazer atividades leves ou até mesmo dar uma caminhada para esticar as pernas são outros conselhos válidos.

Realizar manutenções frequentes e revisar o veículo sempre que chegar à quilometragem limite também é uma recomendação que os profissionais veteranos dão aos que estão começando. Cultivar o caminhão sempre em bom estado impede problemas futuros ou repentinos no caminhão. Passar mais de seis meses longe da concessionária é um erro, pois provavelmente, antes disso o veículo terá operado o suficiente para ser revisado. Outro conselho válido é aderir ao Programa Despoluir, uma iniciativa que pretende medir a quantidade de poluentes que o caminhão está emitindo para a atmosfera, para que o caminhoneiro regularize o veículo. Já as frotas aprovadas recebem um selo atestando que estão dentro das normas exigidas pelos órgãos ambientais. “A CNT tem sido rigorosa nesse sentido, pois dá para ver de longe a fumaça preta que sai do caminhão”, afirma Freitas.

Fonte: Blog do Caminhoneiro.

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